A inflação é um fator que pode ocorrer por diversas causas. Pode ser por um desajuste entre a oferta e a demanda por bens e serviços, ou pela impressão de dinheiro pelo governo ou por causas psicológicas, que são quando agentes ajustam o preço porque acham que outro também vai ajustar.

Os preços sobem por vários fatores, dentre eles estão: Gastos públicos, onde o governo gasta mais do que arrecada. Empresas acreditam que haverá nova inflação, então aumentam os preços para não perder ganho. Contratos e aluguéis sobrem baseado na inflação passada, então o trabalhador exige aumento para não perder o poder de compra e durante todo esse ciclo, a inflação atual passa a ser o patamar de amanhã e tudo se repete.

Na Argentina, a inflação se deve por 4 motivos principais: alta do dólar, remarcação de preços, interferência no Banco Central e deficit público. O Dólar funciona no país como um medidor de como vai a economia. Se o dólar sobe, os comerciantes remarcam os preços e os argentinos que tem condições, compram dólares a fim de poupar seu dinheiro. Com isso, o peso argentino desvaloriza em relação ao dólar, sendo uma das moedas mais desvalorizadas comparada ao dólar.

O Banco Central no país nunca foi independente, os governantes sempre deram palpites e interferiram na emissão monetária, contribuindo assim para gerar mais inflação. Além de todos esses motivos, o governo argentino gasta mais do que possuí, agitando mais ainda a inflação.

 

via GIPHY

Atualmente, a Argentina tem a segunda maior inflação da América Latina, atrás somente da Venezuela. Em meio a crise, o governo tenta estimular o consumo e faz congelamento de tarifas. Geralmente, no meio de um congelamento, o governo entra em negociação com várias empresas para definir quais produtos não terão o aumento por um determinado tempo, quase sempre, seis meses.

 

Quais produtos o governo congela o preço?

 

Os produtos que recebem o congelamento são: Arroz, óleo, farinha, leite, iogurte, ovos , macarrão, açúcar e outros alimentos da cesta básica. Alguns cortes de carnes também tem seus preços congelados. Além dos alimentos, serviços públicos como luz, gás, transporte e telefonia celular não sofrem aumento de preço.

No entanto, o congelamento nem sempre dá certo. As empresas produtoras sempre remarcam o preço antes do congelamento começar, deixando os produtos mais caros durante todo o congelamento de preços. A produção diminui e muitos produtos com preço congelado começam a desaparecer das prateleiras do mercado.

Mesmo com todas as tentativas de acabar com a crise e a inflação, que incluem desde congelamentos de preços até empréstimos ao FMI (Fundo Monetário Internacional), a previsão é que a Argentina termine 2019 com uma inflação de 40% e que, infelizmente, continuará subindo pelos próximos dois anos.

 

Texto por: VB e Rodrigo Devonne

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